morreu o pai de uma pessoa importante.
daquelas pessoas importantes que não aparecem nas televisões e nos jornais. daquelas pessoas que são vedetas só no nosso coração.
morreu-lhe o pai.
ia a conduzir para o velório e pensava: estará a chorar? fará piadas mesmo nesta circunstância? quem lá estará? perguntas desnecessárias.
toda a gente sofre. mesmo os que têm graça. mesmo os que vivem com alegria - t o d o s o s d i a s. mesmo os que são para nós heróis. mesmo os que são para nós heróis!
mesmo os que nos salvaram num dado momento. mesmo os que nos restituíram à vida num dado momento. mesmo os que não vemos há séculos e continuam a ser luz do caminho.
morreu-lhe o pai! o pai! e ele está a sofrer. e eu não aguento. não aguento a dor de quem me dá vida. é insuportável. INSUPORTÁVEL! não a morte do pai, a dor dele. como se estende a mão na dor? como se abraça os que sofrem?
esta empatia com a dor dos outros... um dia, eventualmente, matar-me-á.
morreu o pai de uma pessoa importante. como é q isto se vive?
Espaço de partilha das várias tonalidades de azul que vou assumindo e descobrindo na minha vida..
sexta-feira, abril 27, 2012
quarta-feira, abril 18, 2012
em estudo
estou a pensar em tirar a vida só pa conversar com pessoas.
vamos lá ver como é que consigo fazer isto.
vamos lá ver como é que consigo fazer isto.
é um projecto. aceitam-se sugestões.
domingo, abril 01, 2012
meu querido Jesus...
"Meu querido Jesus,
Desde a minha infância que me chamaste e me guardaste para ser Tua - e agora que ambos tomámos a mesma estrada - agora Jesus - eu vou no sentido errado.
Dizem que os que estão no inferno sofrem uma dor eterna devida à perda de Deus - que estariam dispostos a sofrer tudo aquilo se tivessem a mais pequena esperança de possuir a Deus. - Na minha alma sinto justamente essa dor terrível da perda - de Deus não me querer - de Deus não ser Deus - de Deus não existir realmente (Jesus perdoa-me estas blasfémias por favor - disseram-me que escrevesse tudo). Esta escuridão que me rodeia por todos os lados - não consigo elevar a alma para Deus - nem luz nem inspiração alguma me entram na alma. - Falo do amor pelas almas - de um terno amor a Deus – as palavras passam-me pelas palavras [sic, lábios] - e eu anseio com uma ânsia profunda acreditar nelas. - Porque trabalho? Se Deus não existe – a alma não pode existir. - Se a Alma não existe então Jesus — também Tu não és verdade. - O Céu, que vazio - nem um pensamento do Céu me entra no espírito - porque não há esperança. - Tenho receio de escrever estas coisas horríveis que me passam pela alma. – Devem magoar-Te.
No meu coração não há fé - nem amor - nem confiança - há tanta dor - a dor da ânsia, a dor de não ser querida. - Quero a Deus com toda a força da minha alma - mas há entre nós - esta separação terrível. - Deixei de rezar - pronuncio as palavras das orações da comunidade - e faço tudo o que posso para retirar de cada palavra toda a doçura que ela tem para dar. - Mas a minha oração de união deixou de lá estar. - Deixei de rezar. - A minha alma deixou de estar unida a Ti - e contudo quando ando sozinha pelas ruas - falo Contigo durante horas seguidas - da minha ânsia de Ti. - Que íntimas são tais palavras - e no entanto que vazias, porque me deixam longe de Ti. -
O trabalho não me traz alegria, nem atrativo, nem zelo. Lembro-me de dizer à Madre Provincial que saía de Loreto - pelas almas - por uma única alma - e ela não compreendeu as minhas palavras. - Faço o possível. - Gasto-me - mas estou mais do que convencida - de que a obra não é minha. Não duvido de que foste Tu que me chamaste, com tanto amor e tanta força. - Foste Tu - eu sei que foste. É por isso que a obra é Tua e continuas a ser Tu - mas deixei de ter Fé - não acredito. - Jesus não permitas que a minha alma seja enganada - não permitas que eu engane seja quem for.
No chamamento disseste-me que eu teria de sofrer muito. - Dez anos - meu Jesus, fizeste em mim segundo a Tua vontade - e Jesus ouve a Minha oração - se isto Te agrada - se a minha dor e o meu sofrimento - a minha escuridão e a minha separação Te proporcionam uma gota de Consolo - meu querido Jesus, faz de mim o que quiseres - enquanto quiseres, que nada te importem os meus sofrimentos e a minha Dor. Sou Tua. - Imprime na minha alma e na minha vida os sofrimentos do Teu Coração. Não Te importes com o que eu sinto. - Não Te importes sequer com a minha dor. Se a minha separação de Ti, - levar outros a Ti e no seu amor e na sua companhia Tu encontrares alegria e satisfação - pois bem, Jesus, estou disposta com todo o meu coração a sofrer tudo o que sofro - não apenas agora - mas para toda a eternidade – se tal fosse possível. Apenas quero a Tua felicidade. – Quanto ao resto . por favor não Te incomodes – mesmo que me vejas desmaiar de dor. – Tudo isto é a minha vontade – quero saciar a Tua Sede com cada gota de sangue que possas encontrar em mim. – Não me permitas fazer-Te mal seja de que maneira for – tira-me a capacidade de Te magoar. – De alma e coração trabalharei pelas Irmãs – porque são Tuas. Todas e cada uma delas – são Tuas.
Peço-Te apenas uma coisa – por favor não Te incomodes a regressar depressa. Estou disposta a esperar por Ti para toda a eternidade. –
A Tua pequenina"
Beata Teresa de Calcutá
In Vem, sê a minha luz, ed. Alêtheia
do bonito que pedimos hoje
Caríssimos fiéis:
Com os olhos voltados para Aquele que por nós foi crucificado, oremos pelos nossos irmãos que sofrem, dizendo (ou: cantando), cheios de confiança:
R. Cristo, ouvi-nos. Cristo, atendei-nos.
Ou: Ouvi-nos, Senhor.
Ou: Senhor, tende piedade de nós.
1. Pelos que se sentem esmagados pela tristeza, para que se lembrem da agonia de Jesus, oremos, irmãos.
2. Pelos que experimentam a dor na sua carne, para que se lembrem das torturas de Jesus, oremos, irmãos.
3. Pelos que sofrem o sarcasmo de outros homens, para que se lembrem da coroa de espinhos de Jesus, oremos, irmãos.
4. Pelos que perderam a vontade de viver, para que se lembrem do grande brado de Jesus, oremos, irmãos.
5. Pelos que hoje irão partir deste mundo, para que se lembrem da morte de Jesus, oremos, irmãos.
6. Pelos que esperam contra toda a esperança, para que se lembrem da Ressurreição de Jesus, oremos, irmãos.
terça-feira, março 27, 2012
da santidade viva
não deixo de me pasmar perante o bem escondido. há tantos santos e santas por este mundo fora numa absoluto recolhimento e às vezes mesmo sem nenhum reconhecimento por vidas inteiras, não obstante as suas inteiras vidas.
o facto de me ter cruzado recentemente com mais umas, obriga-me a encarar estas vidas de frente. não serão estes o verdadeiro testemunho, a verdadeira presença, a verdadeira opção?
falo de religiosos, apesar de reconhecer que existem ainda mais leigos assim, mas estes que decidiram entregar as suas vidas todas ao escondimento, ao correr dos dias tantas vezes iguais (sem se cansarem da doação quotidiana repetida), ao sabor de superiores e vontades e necessidades deste mundo, e que perseveram não só sem se queixar (mesmo que resmunguem), mas ainda alegrando-se a cada pequena coisa. que não só perceberam, como vivem um Deus simples e pequeno, Aquele do presépio. que ainda acreditam, que ainda têm esperança, que ainda dizem que vale a pena. que tantas vezes já não compreendem nada deste mundo mas que ainda assim o abraçam numa espiral de Amor contínuo. não falam nas conferências, não escrevem livros, não aparecem nas notícias (nem nas beatas), não partilham nas redes sociais, não lideram movimentos, nem grupos, nem paróquias.
mas conduzem o nosso mundo através da sua oração e trabalho (de pormenores indispensáveis e insubstituíveis) e permanecem incansavelmente. e ninguém os elogia e ninguém os vê e poucos os conhecem. mas sem eles, estaríamos perdidos. e no fim, terão feito mais do que eu pelo menos, que correndo uma vida inteira, dificilmente me entregarei e serei satisfeita com este pouco mais que suficiente.
são estes que já comungam de Jesus com rasgos de plenitude, que já são pão para todos e por todos.
sábado, março 10, 2012
segunda-feira, março 05, 2012
quem é o teu Isaías?
O meu Isaías sou eu própria. O medo de me perder, não me deixa entregar. O medo de perder, não me deixa confiar. Sempre aos soluços, pouco inteira. Sempre na hesitação, na dúvida.
Às voltas com Deus e com os homens. Presente constantemente a permanente sensação de algo de profundamente errado.
Sozinha.
Vacilante.
Umas luzes por vezes, alguém que se faz luz. Muitas graças.
Muita crueza. Muito e n c a l a c r a d a em mim própria. Muito complicada.
Se nem ela me percebe...
Voltas. Círculos. Des-sentidos. Procuras sem fim.
Porquê? Para quê? Mas sobretudo.. para onde?
sábado, fevereiro 25, 2012
domingo, fevereiro 12, 2012
Luz terna e suave
Luz terna, suave, no meio da noite,
Leva-me mais longe.
Não tenho aqui morada permanente:
Leva-me mais longe.
Que importa se é tão longe para mim
A praia onde tenho de chegar
Se sobre mim levar constantemente
Poisada a clara luz do Teu olhar?
Nem sempre Te pedi como hoje peço
Para seres a Luz que me ilumina
Mas sei que ao fim terei abrigo e acesso
Na plenitude da Tua luz divina.
Esquece os meus passos mal andados
Meu desamor perdoa e meu pecado
Eu sei que vai raiar a madrugada
E não me deixarás abandonado
Se Tu me dás a mão, não terei medo
Meus passos serão firmes no andar
Luz terna, suave, leva-me mais longe.
Basta-me um passo para a Ti chegar.
Leva-me mais longe.
Não tenho aqui morada permanente:
Leva-me mais longe.
Que importa se é tão longe para mim
A praia onde tenho de chegar
Se sobre mim levar constantemente
Poisada a clara luz do Teu olhar?
Nem sempre Te pedi como hoje peço
Para seres a Luz que me ilumina
Mas sei que ao fim terei abrigo e acesso
Na plenitude da Tua luz divina.
Esquece os meus passos mal andados
Meu desamor perdoa e meu pecado
Eu sei que vai raiar a madrugada
E não me deixarás abandonado
Se Tu me dás a mão, não terei medo
Meus passos serão firmes no andar
Luz terna, suave, leva-me mais longe.
Basta-me um passo para a Ti chegar.
domingo, janeiro 29, 2012
da noite transformada em dia
e depois há os dias em que tentamos devorar outras vidas próximas à pressa porque não há tempo. roubam-se horas ao sono, trocam-se chás e projectos, dão-se passos no Chiado e tenta-se arrumar as casas interiores e exteriores. tudo deveria ter sido diferente, sim. mas às vezes sabe bem ser a vida a conduzir e o que se partilha não se perde jamais - porque existe para sempre em ambos os corações. não há soluções, nem sequer caminhos, mas fala-se pelo menos da ilusão de curar os males dos mundos todos que levamos na alma. e há esperança, daquela de amigos, daquela de momentos. pode nunca ser, mas já o foi nos nossos delírios verbalizados.
é bom poder verbalizar o delírio, as crueldades, a insensatez. fazendo tudo, sem fazer nada.
eu é que fui bem-vinda, afinal. e não há nada como ir buscar alguém a um aeroporto e ser finalmente... recebida.
quinta-feira, janeiro 26, 2012
terça-feira, janeiro 17, 2012
terça-feira, janeiro 10, 2012
nada fácil
ao contrário do que alguns possam pensar, não é nada fácil ser eu.
a maioria das pessoas vê-me e não me olha, mesmo as mais próximas.
o que quero dizer é que olhar-me dentro, seria conhecer-me. e conhecer-me custa. custa sempre e toda a gente que teima em ignorar os meus avisos. bom, se estás a ler isto, estás avisad@.
às vezes forço o olhar sem querer. forço involuntariamente que olhem cá dentro, pra no segundo a seguir me arrepender.
é sempre uma surpresa. é sempre uma dor. nem a uma mão chega os que aguentaram o embate. quanto mais inesperado, mais duro. os que aguentaram valem para vida, mesmo que não fiquem para a vida. são santos ou heróis (mas dos reais), como prefiram. sobreviveram ao que sou, o que é, no mínimo, corajoso. há outros que permanecem, mas é só porque apenas me vêem e ainda não me olharam (mas não o sabem, apesar do meu aviso).
aos que ficaram pelo caminho, é-me impossível culpá-los. se às vezes nem eu me aguento. é que não é mesmo fácil. e há qualquer coisa de inexplicável nesses que insistem em ficar, porque nem sequer é por mérito ou vontade (há quem queira mas não consiga). soa-me a algo perto do incondicional, perto de Deus. é um dos mistérios na minha vida pelo qual estou mais agradecida.
aos que vão partindo, infelizmente, posso apenas manifestar tristemente que lamento com todas as minhas entranhas e garantir que me doí mais a mim do que eles, mesmo que isso se assemelhe ao inacreditável.
não podemos voltar atrás, não podemos deixar de ser quem somos (mas sim podemos tentar melhorar), mas há coisas das quais também não podemos esperar perdão. pelo menos do humano. tenho que assumir as consequências do que sou, ainda que às vezes o seja inconsciente e impulsivamente. tenho que assumir as consequências do que sou. é cruz, trabalho a esperança da ressurreição.
domingo, janeiro 08, 2012
sábado, janeiro 07, 2012
quinta-feira, dezembro 29, 2011
do deserto
Autoria: José Luís Artur
(publicado em http://essejota.net/index.php?a=vnrhrlqqvkuivvqluprhrsqhutrhqqqkqruiqjrtrlrtqhvvrhqqquugrmqrrk&c1=7)
quinta-feira, dezembro 22, 2011
"Somos a autobiografia de Deus"
Quando despontarem as primeiras luzes do Seu cortejo
ainda nos faltará tudo:
o azeite na almotolia,
um alfabeto que descreva com outra firmeza o azul,
formas indivisíveis para este amor,
que só em fragmentos
e numa gramática imprecisa
conseguimos viver.
Quando despontarem as primeiras luzes
estaremos talvez longe:
à altura dos olhos continuaremos a trazer a mesma indisfarçável solidão
as mesmas mediações ilegíveis através do tempo
as mesmas demoras tatuadas.
O Seu advento encontra-nos sempre impreparados
e, contudo, este é o momento em que
por puro dom se nasce.
A Sua vinda testemunha o que não sabíamos ainda:
a nossa frágil humanidade é narração
da autobiografia de Deus.
ainda nos faltará tudo:
o azeite na almotolia,
um alfabeto que descreva com outra firmeza o azul,
formas indivisíveis para este amor,
que só em fragmentos
e numa gramática imprecisa
conseguimos viver.
Quando despontarem as primeiras luzes
estaremos talvez longe:
à altura dos olhos continuaremos a trazer a mesma indisfarçável solidão
as mesmas mediações ilegíveis através do tempo
as mesmas demoras tatuadas.
O Seu advento encontra-nos sempre impreparados
e, contudo, este é o momento em que
por puro dom se nasce.
A Sua vinda testemunha o que não sabíamos ainda:
a nossa frágil humanidade é narração
da autobiografia de Deus.
José Tolentino Mendonça
domingo, dezembro 18, 2011
quarta-feira, dezembro 07, 2011
das (preparações das) viagens
devia estar a fazer a mala, mas não resisti.
há milhares de pessoas que já escreveram sobre esta adrenalina pré-viagem, sou apenas mais uma.
quando se gosta de viajar e se o faz com menos frequência do que a queremos, a viagem seguinte é sempre a melhor, seja qual ela for. e voltar a Roma, à Roma que marcou o meu coração há 11 anos atrás, com tudo por adivinhar de novo, cria esta excitação infantil.
já sei que só quando chegar ao aeroporto é que vai ser real. até lá é sempre uma miragem entusiasmante e sujeita a qualquer imprevisto e improviso. só me convenço quando o check in está irremediavelmente feito e as malas entregues. como se até lá.. não passasse de um sonho muito sonhado mas distante. aquela coisa de fazer as malas, de procurar o que já sei que me vou esquecer.. de querer adiantar o relógio na esperança de que os tempos mudem inequivocamente e nunca mais se olhe para trás, na esperança de que uma outra dimensão se abra nos nossos mundos interiores.
é isso: uma viagem é uma promessa. de mundos novos, de saudades velhas, de caminhos não percorridos.
entretanto esta viagem tem o carácter especial de incluir uma preparação de coração, porque as cidades que visitamos pelos olhos de quem as habita, são não só mais reais, como menos superficiais e podem mesmo revelar segredos jamais descobertos pelos mapas. porque os mapas são os desses mesmos corações que ao se encontrarem partilham o que lhes corre nas veias e rasga as almas.
e apertar os olhos e as mãos com muita força, repetindo insistentemente que está quase. pode ser que assim o quase chegue mais depressa!
segunda-feira, novembro 28, 2011
tenho um amigo-irmão
tenho um amigo-irmão com o coração do tamanho de todos os mundos. é um coração que se adapta ao coração que tem à frente. faz-se grande se necessário e mingua quando tem que ser.
tenho um amigo-irmão que procura estar inteiro, que vence mil barreiras mas precisava de vencer ainda a mil e um. gostava que ele soubesse que ele não é um super-homem, porque os super-homens não existem, mas existem os homens-super. e ele é bem mais que um homem-super: é um homem-mega (ou será ómega?! :)
tenho um amigo-irmão que queria que soubesse que, de facto, para estar inteiro em tudo, não se pode estar em muita coisa, mas também que não somos seres divididos e que as lutas que travamos são longas. mas afinal.. não andámos já todos no caminho da felicidade?
tenho um amigo-irmão que ainda que existisse só por minha causa e me fizesse só bem a mim, já tinha ganho o céu, mas a verdade é que ele está destinado a ganhar também a terra e por isso já é pão para muitos (ainda que ele ainda não o saiba).
tenho um amigo-irmão que é das maiores graças que Deus me deu e perante o qual me calo muitas vezes, por só o silêncio traduzir tal contemplação.
tenho um amigo-irmão que é a pessoa que mais posts "individuais" já tem neste blogue: há-de haver uma razão (é que ele é meu amigo-irmão).
obrigada!*
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