domingo, junho 20, 2010

dama de companhia

Gosto do K. Gosto mesmo. No dia dos anos dele (e como estamos os 2 desempregados) combinei ir passar a tarde com ele. Mas o K. é muito atarefado e lá fomos cumprir a listinha: acabar de lavar a loiça do almoço, orientar as coisas em casa, ir comprar uma tv, encomendar um estrado e lanchar (ele é um querido e pôs uma mesa cheinha de coisas pra mim - é um bocadinho exagerado também, mas fome não se passa naquela casa). Ainda queria que eu ficasse pra jantar, mas os meus planos já eram outros.

Ora que interesse é que isto tem? Pra vocês nenhum. Para mim é quase existencial.

Este dia faz-me lembrar várias coisas: o K. é um amigo à séria e as tradições ainda são o que eram (quando esteve em casa lesionado, também ia todas as semanas visitá-lo e todas as semanas havia o lanchinho) e que sou a dama de companhia oficial.

Não desgosto, até acho uma certa graça. Acho uma certa graça que as minhas amigas me "confiem fielmente" os seus namorados quando não se encontram e que as namoradas dos meus amigos (como é caso do K.) se sintam plenamente tranquilas quando estou com eles. I'm trustable.

Ainda há duas semanas o H. veio ter comigo enquanto a A. está na Guiné, quando a S. estava em Moçambique fui almoçar com o L. O R. vai-se casar daqui um mês e continua a chamar-me carinhosamente de "amorzinho" com o conhecimento da sua noiva A. And so on... Exemplos é que não faltam.

Conclusão (e daí o existencial): talvez a minha vocação seja mesmo a de "dama de companhia". E que seja. I'm happy with that.

*** 

quarta-feira, junho 16, 2010

no money, no mimos

sabem o que é me chateia MESMO de não ter dinheiro?!


não poder mimar os meus amigos com prendas e surpresas..


e não poder viajar...


só isso mesmo, juro!

segunda-feira, junho 14, 2010

should I worry?

Andamos a pensar na despedida de solteira da A. e eis senão quando a M. me manda um mail com umas sugestões e diz no final:

"Espero então pelo teu lápis azul da censura"


Confesso que amo a expressão. Não diria melhor.. e de certa forma quase que me orgulho de ser digna dela... mas por outro lado... não posso deixar de pensar que isto pode descambar pro meu lado lunar, aliás.. na verdade o que não posso mesmo deixar de questionar é porque razão as pessoas me vêem assim... Considero que já fiz uma grande evolução em relação ao meu hipercriticismo, mas será que fiz mesmo? Ou já não me livro é da fama?

Isso leva-me para a eterna questão já defendida por muita gente, ainda que não generalizada: não existem defeitos nem qualidades, existem características pessoais que tanto podem ser potenciadas para o bem como para o mal... ou seja.. vem da "tese" antiga, também subscrita por Santo Inácio, de que podemos usar de tudo TANTO QUANTO isso seja para maior amor e serviço do nosso Deus.


isto tudo para dizer que espero que, finalmente, eu tenha conseguido inverter a balança e o meu olho clínico esteja mais ao serviço do bem do que do mal, assim Deus me ajude! :)


Either way, já sabem.. precisam de um lápis azul da censura? Eis-me aqui! :)


Santo António?!


quarta-feira, junho 09, 2010

não querer pensar

Uma pessoa pediu-me um livro que não obrigasse a pensar.
É quase como pedir-me que eu não seja eu.
Procurei o livro e até acho que encontrei (infelizmente há tantos livros que não obrigam a pensar, quando se pensaria que essa seria uma qualidade inalienável a ser livro).

Fiquei a pensar nisto.

Não queremos pensar. Pra isso já temos os estudos, o trabalho. Não queremos aprofundar, isso só dá mais trabalho. E depois as vidas são vazias mas nem sempre na consciência, muitas vezes na ignorância. Mas será que... esta pessoa que me pede este livro pra não pensar é pior que eu? Tenho quase a certeza absoluta que não - e é senão for melhor, porque a conheço bem (se bem que também podíamos discutir o que é ser melhor que alguém..).

Então porque é que me incomoda o não querer assumidamente não pensar? Porque não me imagino fora da profundidade. Porque preciso de ir cada vez mais fundo, porque me chateia ficar pela "rama", não perceber, não conhecer, não me aproximar. De tudo, de todos. Porque tenho medo que esta pessoa esteja a fugir da verdade (bonita) que é, mesmo sem saber. Porque tenho medo que se ande a enganar em muitas coisas só porque não quer mergulhar. Porque tenho medo que a superficialidade acabe por ganhar.

Mas isto tudo sou só eu... porque ela não quer pensar..

(suspiro)

terça-feira, junho 01, 2010

estás aí

quando Deus diz mais, mais tarde.


quando olhamos e conseguimos surpreender-nos.


quando estamos "cansados" de tanto bem recebido.


quando nos encontramos com o Amor Único. com o Único Amor.


quando somos as estrelas e pouco mais importa. mesmo que ninguém mais queira ver o nosso brilho. ele está lá.

sábado, maio 15, 2010

PaPa Bento XVI

Estou como muitos: de boca aberta e coração derretido.

Não é que fosse contra este Papa, nunca fui, acho que não se podem fazer comparações. São pessoas diferentes, logo posturas diferentes. Deus não chama tanta e tanta gente diferente? E somos todos Igreja à mesma.

Mas a verdade é que também nunca procurei saber muito deste Papa. Li a primeira encíclica e that's it.
Sendo que nunca o critiquei, a verdade é que também não fiz por conhecê-lo.

E ele aparece aqui e de repente é surpreendentemente próximo, surpreendentemente nosso, surpreendentemente Amor, surpreendentemente congregador, surpreendentemente tranquilo, surpreendentemente sorridente, surpreendentemente atento, surpreendentemente centrado, surpreendentemente acessível, surpreendentemente engraçado, surpreendentemente cativante, surpreendentemente disponível, surpreendentemente tímido (e talvez daí a fama de distante), surpreendentemente mobilizador.

O que ele conseguiu na Igreja portuguesa é estonteante: juntar tudo e todos nos mesmos lugares pelos mesmos caminhos, com a mesma força. com a mesma vontade, com a mesma fé. Sem dispersões, sem divergências: centrados no essencial. E os silêncios que conseguiu são inigualáveis: só o do Terreiro do Paço esmagou-me, nem quero imaginar o de Fátima.

Os números impressionam mas são sempre poucos por comparação com a restante população portuguesa. Mas não posso deixar de pensar na quantidade de católicos que saiu do "armário" por estes dias e que se assumiu como nunca o tinha feito para aderir à coisa mais difícil hoje em dia na vida da fé: o Papa. E quantos, quantos, Senhor, serão os que a partir daqui passam a ter uma fé mais comprometida, esclarecida, expressa?! Têm que ser muitos certamente. É uma experiência que só pode deixar frutos.

Sempre que nós achamos que estamos mortos, que somos poucos e pouco fortes.. Deus vem e lembra-nos que Ele é quem escolhe isso e se Ele escolher que estamos vivos, que somos muitos e muito fortes - Ele dá a graça e torna-se realidade.

Não sei o futuro, mas sei que valeu a pena. Valeu muito a pena!

Haja Papa pra nos juntar a todos!

**

segunda-feira, maio 03, 2010

terça-feira, abril 20, 2010

Entrega

Sei Senhor que na vida
Nem sempre temos tudo,
Tudo dado.
Por isso aqui estou
Pronto para ser,
Ser ajudado.

Senhor, a Ti me entrego,
Com todo o coração!
Eu nunca fui tão sincero,
Não sei mais o que fazer,
Sem Ti eu não sei viver!
Ouve a minha oração,
Senhor dá-me a Tua mão!

Sei Senhor que não posso
Ter tudo o que quero
Ou de que gosto.
Por isso peço-Te a Ti
Que me leves sempre,
Sempre conTigo.

segunda-feira, abril 05, 2010

Ressuscitou!

Contra todas as expectativas, contra tudo o que de menos bom este mundo nos propõe, contra todas as evidências e contra toda a lógica... Jesus continua a ressuscitar!

Todos os anos sabemos a história e todos os anos Ele ressuscita de maneira diferente.

Que este ano possa ser nos nossos corações, que os ressuscite e que com isso.. renove as nossas vidas!

Aleluia, Aleluia!

terça-feira, março 23, 2010

wondering

será que o problema é que só agora é que aterrei de Moçambique?

quinta-feira, março 18, 2010

do reconhecimento

Acredito no reconhecimento. Piamente.

Sei o valor e a importância que tem. 

"Sim, é verdade, se as pessoas dão pelas "razões certas" (haverá razões certas?) não devem esperar retribuição". Isto é a frase feita que aproveito para desconstruir. O que não devemos deixar que aconteça é que a nossa expectativa em relação à retribuição transforme em mau o que demos. Porque é impossível não esperarmos, em diferentes níveis, algum efeito. Exemplo simples: se sorrimos para outra pessoa pode ser só porque a queremos ver feliz, mas esperamos ainda que "inconscientemente", um sorriso de volta. E esse sorriso é uma retribuição. Altruísta, mas retribuição. Basicamente causa-efeito. A uma acção, esperamos uma reacção. Portanto, não interessa se temos expectativa ou não, interessa o que fazemos quando essa expectativa é frustrada. E disso depende até se a nossa acção original mantém o bem ou não. Ora, se eu der uma bofetada a quem não me sorriu de volta, de que adianta o sorriso inicial? Corro o risco de estar a ser simplista mas quero mesmo que a ideia seja perceptível.

E às vezes até nos sentimos mal por fazer uma boa acção pelas "razões erradas", mas não devemos por em causa a boa acção, devemos sim, como dizem uns iluminados que conheço por aí, ir purificando as intenções com que fazemos as mesmas boas acções.

Findo este preâmbulo volto ao início: é importante reconhecer.

É importante reconhecer o bem feito e a generosidade de que vamos beneficiando. Mesmo que a pessoa saiba gerir extraordinariamente bem até as poucas expectativas que possa ter. Não podemos deixar de reconhecer. Temos que agradecer, devolver o que é bom. Quanto mais não fosse, porque isso motiva a pessoa a continuar a ser bem.

E porque às vezes os outros não sabem a dimensão com nos atingiu a pequenez do gesto que fizeram (porque é que quando é mal que nos fazem, devolvemos mais automaticamente que o bem?). Porque precisam de saber o que repetir bem. O que ajuda. O que é intuitivo da parte deles, e por isso não pensado, mas que os faz levar o bem. Precisamos dos outros como espelho também. Porque lá está, mesmo que inconsciente, não deixa de ser bem. 

E de quantos e quantas vezes nos esquecemos de agradecer? De demasiados, demasiadas vezes. Por isso acredito que se deve devolver no imediato. Para não nos esquecermos. E depois.. ao longo da vida, sempre que nos passar pelo coração, voltar a agradecer. Nunca agradecemos demais. 

Sabem o verdadeiro significado da palavra OBRIGADO? Não vem de obrigação, como habitualmente somos tentados a pensar. Vem de ficar ligado a alguém que nos faz o bem. E não é tão bonito saber isto?

Isto tudo porque alguém me perguntou há pouco tempo porque é que eu tinha tanta necessidade de reconhecer os outros. 

**

P.S. Aproveito para agradecer a todos os que me lêem, incluindo os que o fazem sem eu saber, e que por isso dão um sentido a este blog.

quinta-feira, março 04, 2010

o que me faz voltar a escrever

Hoje gritaram "Andreia" no meio do bairro. Ainda pensei duas vezes mas olhei para trás e vi uma cara conhecida com um nome desconhecido. Precisavam de ajuda de uma assistente social. No meu relógio já passava da minha hora de saída e tinha acabado de estar em 3 casas diferentes no bairro. 

- "Pode ser o meu Amiguinho lá de cima a chamar. Nunca se sabe."

Quando dei por mim, estava a fazer um atendimento social "informal" num corredor do supermercado do bairro (entre farinha de mandioca de angola e chocapic) e uma promessa de um contacto que ia ajudar. Saio do supermercado. Já não sou invisível neste bairro. Já tenho nome, já gritam por mim na rua. E estou quase a ir. Mas só por hoje tinha valido a pena. Sabem que podem contar comigo. E venci a batalha do "Dra. Andreia". É Andreia que gritam e eu sei que sou eu.

Olho pró relógio. Afinal não é assim tão tarde. E foi, de facto, por uma boa causa. Gostava de ter todos os dias este discernimento: saber que tenho que voltar pra trás e "perder tempo". E não me preocupar com daqui a um mês já não estar lá. 

sábado, fevereiro 20, 2010

até ver

há um fosso dentro de mim que não me deixa escrever e não é preguiça, é falta de vontade, é falta de sentido, é desencontro.

talvez pare por uns tempos. parece que já não há nada pra dizer. como se tudo se tivesse esgotado.

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

after

a digerir...

aguardam-se as cenas dos próximos capítulos...

entretanto, a minha casa volta a ser albergue, não queria nada perder este abergue que acolhe pessoas daqui a 2 meses...

**

sexta-feira, fevereiro 12, 2010

Encontro Ibérico Porto

Vou-me pôr a caminho do Porto amanhã cedinho...

Pode ser que dê pa arejar e me passe a ventania da dor. Só um bocadinho, só um momento que seja.

E vem o G.! :D

O G. é belga. E eu tenho medo de não lhe saber mostrar Lisboa! Não é ridículo?

Baci*

quinta-feira, fevereiro 11, 2010

Gostava mesmo de poder dizer tudo a todos.

As palavras contidas doem-me tanto.

Sei que não posso, mas sei que queria.

O desespero, às vezes, enlouquece-nos!

O que me vale é Deus. E só Ele.

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

“Deus, anda cá” – José Luís Peixoto

"Afinal, não era preciso chamá-lo. Já cá estava. Eles dizem que Deus vê tudo o que fazemos. Vê o obsceno, vê o repugnate, vê o miserável. Deuse vê o invisível. Se existir céu e inferno, fico contente por ti, mas, por mim, sinto um certo receio. Repara, eles não dizem que Deus vê algumas das coisas que fazemos, não dizem que Deus vê apenas aquilo que é mais interessante ou susceptível de ser considerado na equação céu/inferno. Não, eles dizem que Deus vê tudo o que fazemos: tudo. Quando dormimos, Deus olha pacientemente para nós. Já olhei para ti enquanto dormias. Compreende que Deus não se canse de fazê-lo. Também quando esperamos, Deus assiste à nossa espera. Também quando lavamos o carro numa estação de serviço. Também quando passeamos num jardim ao domingo.
Ainda assim quero pedir-te que não imagines Deus como um velho reformado, sem vida própria, submerso em memórias, sozinho, sentado num cadeirão gasto, a ver televisão numa sala com os estores corridos. Nada é assim tão simples. Nem mesmo esse velho reformado é assim tão simples. Deus não vê apenas, Deus sabe. Ao contrário de mim, Deus não se detêm perante o teu rosto, tentando perceber se queres ou não queres, se gostaste ou não gostaste, tentando perceber o que significa aquilo que dizes e aquilo que insistes em calar. Deus sabe a distância precisa entre a ponta do teu nariz e o z desta palavra: nariz. Sabendo tudo, Deus sabe muita informação desnecessária. Sabe tudo o que sabemos e tudo o que não sabemos. Quando estamos errados, Deus sabe detectar o erro, sabe corrigi-lo e sabe todas as possibilidades de resolução do problema, sem erro, com erro e com todos os erros possíveis. Deus é mais exacto do que a Matemática. Melhor do que nós, Deus consegue entender a razão de cada gesto porque conhece todos os pormenores da sua história e relaciona-os através da verdade. Deus consegue ver o passado com a mesma nitidez absoluta com que olha o presente. Nas grandes multidões, nos apertos antes da entrada nos estádios, nos concertos, eles dizem que Deus está lá a seguir cada pessoa e, para atenção de Deus, cada um desses indivíduos é um mundo inteiro e completo. Eles dizem que Deus só pensa em nós. Passa todo o tempo a ver-nos por dentro e por fora. Testemunha cada episódio da luta que travamos com os nossos instintos, com os nossos impulsos e com os impulsos que surgem no nosso caminho. O nosso caminho não é uma estrada. Não sabemos o que é. Às vezes, parece que Deus nos colocou aqui como ratinhos num labirinto e, enquanto tira notas, espera que um dia encontremos a saída. Nascemos um dia.

Chegámos de onde não sabíamos nada e, consoante o que encontrámos, fomos aprendendo. Eles dizem que Deus assistiu a todos esses momentos. A sua mente não divagou, não se desintressou. Eles dizem que Deus nos vê desde o início, desde quando não sabíamos nenhuma palavra. Eu também te vi quando ainda não sabias nenhuma palavra. Eles dizem que Deus nos viu nascer. Eu também te vi nascer. Essa é uma das experiências que partilhei com Deus. Sabes, apesar de estarem quase a passar doze anos sobre esse momento, também eu o consigo ver ainda com nitidez absoluta. Acredito que nunca se apagará de mim. Ao contrário de Deus, eu sempre andei longe, o meu olhar foi espaçado, mas acredita, filho, nunca te esqueci, nunca deixaste de ser parte de mim. Não foi por querer que não pousei o cobertor sobre o teu corpo antes de dormires. Não foi por querer que não brinquei contigo assim que acordaste. Demorará até que entendas, mas esperarei o tempo que for necessário. Se Deus é pai como eles dizem, então deixa-me contar-te um pouco do amor que Deus tem por ti: Deus acredita que o amor que sente por ti é maior que ele próprio, Deus acredita que os lugares onde está não são todos porque tem a certeza de que o amor que sente por ti é maior do que todos esses lugares, Deus acredita que não sabe tudo porque o amor que sente por ti é maior do que tudo. Sendo teu pai, Deus também é teu filho, filho."

 in Visão - 12 de Junho de 2008

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

e se eu fugisse pra Índia?!

ninguém me conhecia.. começava do 0...

ia trabalhar como voluntária com as Missionárias da Caridade...

talvez possa ser uma hipótese...

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

98%!

Dizem os psicólogos que comunicamos 2% com palavras, ficando os outros 98% entregues ao resto (= linguagem corporal).

Pra quê gastar o nosso latim?

quarta-feira, janeiro 27, 2010

É o Senhor! Coro Schoenstatt



não tem imagem, mas a letra diz tudo...



"É quem anda sobre as águas,
É quem multiplica o pão.
Quem acalma com sua voz meu temporal.
Quem me pede que encha as talhas,
Para dar vinho a beber.


É quem rema no mais fundo do meu ser.
É palavra que alimenta,
É a brisa que me alenta,
É a vida, é o caminho, é a verdade.

É o Senhor.
Não arde acaso o nosso coração ?

É o Senhor.
É quem me chama, é quem me ama,
É o Senhor.

Quem não vê as minhas faltas,
Mas minha fidelidade.
Quem constrói com a minha fragilidade.
Aquele que tudo sabe,
Mas me torna a perguntar.


Quem faz uma festa ao ver-me regressar.
É o fogo que me queima,
A alegria que me enche,
É a força que eu não sei explicar."

segunda-feira, janeiro 25, 2010

exercício de positividade

Então.. a não-novidade é que não ando muito bem... e como tal a S. propôs-me que, em vez de uma revisão de dia normal, eu olhasse só para as coisas positivas. E não é que me é mesmo difícil? Mas tem sido bom! :)


A semana passada, quando questionada sobre com um objecto me definisse, emudei... Então vem a L. em meu socorro e diz: "Sabes o que tu és? Um alfinete de dama!". E eu pergunto: "Mas porquê?". Resposta: "Porque serves para unir as pessoas!" Não é linda, ela?! 


Em Taizé no passado Novembro diz-me o P.: "Adoro o teu riso". Respondo eu: "É demasiado estridente, assusta as pessoas." Diz-me ele: "Não, não o podes perder. É contagiante e faz-te mais bonita!".


E ainda em Taizé, faz-se-me um clique: não sou a pessoa mais sortuda do mundo, sou a pessoa mais ABENÇOADA do mundo. Esta pequena mudança de palavras, muda toda a compreensão da coisa.


E aqui fica o meu exercício de positividade. É que estou precisada... e a L. e o P. mesmo que não digam a verdade, são maravilhosos só por me quererem fazer acreditar.


***

quarta-feira, janeiro 20, 2010

eureka

É preciso uma pessoa ir fazer uma ecografia aos olhos (e sequer ter conhecimento que isso é possível!) para lhe ser dito: "de facto, não tem nenhum problema, mas a morfologia dos seus olhos é diferente do normal".

Eu sabia que existia uma razão para os meus olhos captarem o que outros não captam. É porque eles são especiais... Afinal há uma razão. Suspeito agora que pra além do mais têm vida própria e vêm o que querem e quando querem.. por isso é que eu nunca os pude "dominar"... Há sempre uma explicação.

sexta-feira, janeiro 15, 2010

namoro de amigos

Ontem.. no fim de ver o "Vizinhos" (Tiago Figueiredo) no CUPAV, encontrei-me (na mais profunda acepção da palavra) com um amigo... eram 23h e andávamos nós a pé às voltas em EntreCampos, como se fosse uma noite de verão com uma bonita lua cheia. Percorremos nessa caminhada as nossas rotas interiores e quase no fim da conversa subi (literalmente) a uma pedra para poder estar mais perto do coração e dos olhos dele. Depois de abraços sentidos e palavras soltas, desço e vamos de mão dada até à minha porta, tal qual dois namorados. Não fosse os nossos corações partidos e a mágoa de outros amores, talvez pudéssemos ser o casal perfeito.. ou talvez não. Porque a beleza desta relação revela-se em sermos plenamente livres para dizermos um ao outro que nos amamos, que podemos dar as mãos, assumindo convictamente que é a via da amizade que nos cruzou na vida e não outra. Ontem sentíamo-nos ambos frágeis e talvez por isso mais próximos. Mas também sabíamos que este amor-amizade nos ajuda, que não somos sós. E quando ele partiu, o seu coração já tinha voltado à sua dona e o meu ao seu dono. Não há nada a fazer. Porque sim, é verdade, não escolhemos.

quinta-feira, janeiro 14, 2010

acompanhar

Ontem o R. fechou os olhos com muita força pra não chorar quando a enfermeira trouxe a agulha. Nos seus enormes 8 anos, que não se traduzem em tamanho, vi o medo e a antecipação da dor. A enfermeira diz que ainda não é desta porque aquele braço já está calejado. A mãe não consegue ver as expressões que nós vemos na cara do R. É cega. A mãe só segura a outra mão e diz que tudo vai correr bem. A enfermeira brinca com ele, muda de braço e diz que tudo vai correr bem. A força deste miúdo pasma-me e destrói-me o coração.. o que ele foi obrigado a crescer: não se queixou, não gemeu sequer. Só aquela cara contraída... Desce do colo da mãe e os papéis invertem-se: ele é o seu guia. Temos que ir à médica. Encontramos na secretaria uma pessoa já conhecida do R. e da mãe. É amorosa.. trata toda a gente bem. Sempre que alguém chega de novo, ela encontra sempre uma coisa positiva para elogiar. Conhece todas as crianças e pais pelos nomes. Mas mais importante que isso, conhece as histórias. Fico comovida a olhar pra ela. É só uma funcionária de uma secretaria mas faz toda a diferença na vida das pessoas que ali passam: doentes, médicos, enfermeiros, auxiliares. É jovem e bonita e escolheu fazer o seu trabalho com Amor. Agora estou é envergonhada... quantas vezes não coloco este Amor no meu trabalho...

Vou ao bar do hospital. Encontro um amigo médico. Fala-me de um doente que também precisa de encaminhamento social. Não chegamos a uma conclusão sobre o que fazer. Peço-lhe que fale com a assistente social desse serviço.

O tempo passa. A médica demora. O pequeno R. começa a enroscar-se em mim... ainda agora me conheceu.. mas precisa de carinho. Mantêm-se quieto.. e vai reagindo às brincadeiras dos enfermeiros que já o conhecem. Há uma pra quem ele corre. Há sempre alguém mais especial. É tão grande este miúdo...

Quando vamos embora eu e a mãe seguimos o caminho errado, não obstante as recomendações do R. Ele tinha razão e eu também sou cega.


E hoje, muda a cara a meu encargo. Muda o hospital. Mas persiste a existência de uma pessoa mais preocupada: outra enfermeira. E ambas suspiramos ao mesmo tempo quando a A. nos diz que afinal já não toma os medicamentos desde Dezembro. Temos tentado imenso e a A. não percebe... Não sei que hei-de fazer à A. Zango-me com ela e digo-lhe que não a posso ajudar se ela não se ajudar a si própria... mas no fundo sei que ela não percebe isso e que estou a tentar convencer-me é a mim. Porque já não sei o que faça mais e porque sei que a terei que "abandonar" em Abril e não me parece que alguma coisa esteja resolvida. A minha ira é sinal da minha própria frustação. Hoje, como ontem, voltei a ir à capela do hospital. São estas capelas que me têm safo... É onde entrego estas vidas a Deus porque me sinto pequena como sempre.

quarta-feira, janeiro 06, 2010

que mais?!?! se é de Amor que somos feitos!

Um amigo com um dilema que partilhamos até às 3h da manhã.

Uma amiga a explodir de Amor e sem saber o que lhe fazer, que fica feliz de eu lhe atender o telefone à 1h30.

(enquanto falo com ela, o meu amigo fala com o "objecto" do seu dilema e de vez em quando trocamos o olhar de "quem é que se despacha primeiro" e eu penso na M. a dizer em Poznan: tudo se conjuga de forma perfeita)

E eu, com o simples privilégio de os escutar, de ir percebendo a cada dia que os corações humanos são imensamente frágeis. De que, no matter what, é sempre o Amor que nos move. É sempre o Amor que não nos deixa dormir, que nos faz escutar os outros, que nos dá a volta à alma. Que só por Amor, tudo vale a pena.

Eles ali a amar e eu a assistir na primeira fila, lembrando-me também do amor que me corre na alma. Parece que o Amor senão é graça.. é desgraça. Mas não é. É sempre benção. Mas às vezes não sabemos em que lugar o arrumar, sim, não percebemos onde pertence. Queremos arrancá-lo do coração. Mas ele não se despega assim... (eu que o diga!)

É de Amor que somos feitos, por isso só para o Amor devemos caminhar (mesmo quando o caminho é sinuoso).

Que se continue a Amar. Por favor?!

terça-feira, janeiro 05, 2010

something new

tenho um sabor agridoce na boca e no coração...

algo mudou. não sei o q é... mas tenho medo.

Poznan impôs-se...

tudo demasiado outra vez.. cada vez mais tenho a certeza de que quando morrer.. é de ataque cardíaco...

UM ANO NOVO CHEIO DE AMOR-AZUL!

quarta-feira, dezembro 23, 2009

nada

infelizmente, o NADA tem imenso significado..

mas o meu coração anseia pelo Menino que vai nascer.. tem esperança que Ele possa curar tudo, tudo.. só espero é que o coração tenha força para abrir a porta quando o Menino pedir pra entrar..

Que haja espaço no coração de todos para o AmOr nascer!
**

terça-feira, dezembro 22, 2009

.. but you can't see that...

You think I'd leave your side baby?
You know me better than that
You think I'd leave down when your down on your knees?
I wouldn't do that
I'll do you right when your wrong

I-----ohhh, ohhh

If only you could see into me

Oh, when your cold
I'll be there to hold you tight to me
When your on the outside baby and you can't get in
I will show you, your so much better than you know
When your lost, when your alone and you can't get back again
I will find you darling I'll bring you home

If you want to cry I am here to dry your eyes
and in no time you'll be fine

You think I'd leave your side baby
You know me better than that
You think I'd leave you down when your down on your knees
I wouldn't do that I'll do you right when your wrong

I-----I, ohhhh, ohhh

If only you could see into me

Oh when your cold I'll be there
To hold you tight to me
Oh when your alone
I'l be there by your side baby

segunda-feira, dezembro 21, 2009

tremeliques no coração

quando o meu coração anda aos tremeliques, quero muito escrever mas não consigo... esta sensação parva do último ano ter sido demasiado tudo... demasiado intenso emocionalmente, demasiadas mudanças, demasiadas pessoas deslumbrantes, demasiadas viagens interiores, demasiados choques "civilizacionais", demasiadas dúvidas, demasiadas cores, demasiados sons, demasiados sabores diferentes, demasiada inconstância nas coisas que se mantiveram constantes..

fiz anos.. e não é que na transição do dia me apareceram 5 gatos pingados às 00h a cantar os parabéns? Já estava na caminha.. já tinha recebido sms da "guineense", encaminhadinha pa descansar a alma e o corpo.. E não é que a "gata pingada" que teve esta brilhante ideia, era precisamente a que tinha que viajar 171 km (x2!!) numa só noite, para me dar os parabéns?! Pois.. foi uma estreia.. em fazerem-me surpresas nos anos e em ter uma pessoa a fazer 342 km só para me ver! Senti-me ainda mais pequenina... e mais uma vez se provou a minha falta de tacto e agradecimento nestas coisas (e daí também não gostar muito delas...). Fico pasma com que o que as pessoas se dão ao trabalho de fazer por mim, de tal forma.. que não sei reagir... e ficam a pensar que sou mal-agradecida.. mas não sou.. não sei é expressar o que sinto nesses momentos... e porquê?! porque não gosto de ser o centro das atenções de uma forma positiva.. se me estiverem a atacar, sei defender-se, mas não sei ser levada ao colo... mais uma das minhas "esquesitices".. mas OBRIGADA a todos, foram amorosos, no mínimo...

no sábado mais um demasiado: missa&jantar de despedida do Sô Presidente.. Como dizia o meu caríssimo F.: o que é impressionante nos LD é a capacidade de reunião e mobilização no reconhecimento do bem. Éramos 90 pessoas em vésperas de Natal.. afinal um homem precisava de ser homenageado... E fomos 90 caladinhos durante um mês para que ele nem suspeitasse.. e isso impressiona, caramba. O que é que nos move? Deus. Inquestionavelmente. O acreditar que Deus operou através deste grande homem que agora precisa de voar para uma nova missão.
O precisar que ele entenda o quanto estamos gratos.. o quanto fez sentido!

não sei se o meu coração aguenta ainda o Encontro Europeu para coroar esta "emotividade" toda...

**

terça-feira, dezembro 15, 2009


talvez seja mesmo injusto sim, mas não se trata de justiça...

segunda-feira, dezembro 14, 2009

EEVC

Se há filmes muito maus, há pessoas muito boas... e encontros preciosos.

Fazer Exercícios Espirituais da Vida Corrente e partilhar caminho de oração com pessoas que anseiam o mesmo, é vermos vidas a procurarem o Amor, mesmo quando as estradas são mais escuras. O cair e levantar, dói mas regenera... O olhar pró lado e saber que todos queremos o mesmo ainda que de forma imperfeita, dá alento a quem busca.

E sim, o mal existe, persegue-nos, tenta-nos.. mas também nos obriga a ser mais forte, a criar resistências.. a valorizar a fragilidade.

"Il Signore ti ristora. Dio non alontana.
l Signore vienne ad incontrarti, vienne ad incontrarti."

sexta-feira, dezembro 11, 2009

quinta-feira, dezembro 10, 2009

queria dizer-te...

"Queria dizer-te as palavras mais profundas que tenho para te dizer, mas não me atrevo, não vás tu rir-te de mim. Por isso me rio de mim próprio e brinco com o meu segredo. Sim, zombo da minha própria dor, para que não zombes tu dela.

Queria dizer-te as palavras mais verdadeiras que tenho para te dizer, mas não me atrevo, não vás tu não acreditar em mim. Por isso disfarço-as com mentiras e digo-te o contrário daquilo que queria dizer-te. Sim, torno absurda a minha dor, não vás tu fazê-lo.

Quisera dizer-te as palavras mais ricas que guardo para ti, mas não me atrevo, porque não vais pagar-me com as tuas melhores palavras. Por isso digo o teu nome com dureza e faço alarde com um atrevimento cruel. Sim, maltrato-te, com medo que não compreendas a minha dor (…)"


Rabindranath Tagore

quinta-feira, dezembro 03, 2009

haja o que houver (3), eu estou aqui

Um ser amado que desilude.
Escrevi-lhe.
É impossível que não me responda
aquilo que eu disse a mim mesma
em seu nome.

Os homens devem-nos
o que imaginamos que nos vão dar.
Pagar-lhes esta dívida.

Aceitar que sejam diferentes
das criaturas da nossa imaginação,
é imitar a renúncia de Deus.

Também eu sou diferente
daquilo que imagino ser.
Saber isto,
é perdoar.

Compreensão por Simone Weil

quarta-feira, dezembro 02, 2009

vício: pessoas

nunca sei bem explicar as coisas mais importantes como porque amo, como amo ou porque é que sou viciada em pessoas...
eu tento às vezes não me ligar às pessoas.. a sério.. quem me observar mais atentamente até percebe que até tenho assim uns tiques de superioridade e desprezo quando alguém não me agrada tanto.. mantenho assim, como se fosse... uma distância de segurança...
doutras vezes como desta em Taizé começo à partida por nem me aproximar... também não era por isso que eu lá ia.. eu só ia à procura de paz e luz... e se não fosse nos timmings overcrowded da Páscoa e do Verão seria ainda mais fácil.
mas depois existem sempre essas coisas chamadas pessoas.. podemos não lhes dar muita atenção à primeira e à segunda, mas elas estão lá... começamos então a dar-lhes uma mão e quando damos por nós já nos roubaram o coração!
pois claro que me apaixonei. E tantas paixões, meu Deus, para uma semana só! Os maravilhosos rapazes (M, P, R, Jo, Ja, G(B), G(S), W) e as encantadoras meninas (F, T, A, Jul, Jud, S, Ant, Si, C). Todos os aniversários, todos os erros de tradução, todos os taizé accents, todas as canções, todos na procura de Deus e todos de formas diferentes. Todos carregávamos histórias que nos tinham feito chegar ali. Trazíamos coisas novas e velhas pra rezar, decisões de morte, decisões de vida. Olhávamos e acreditávamos: o Reino de Deus é já aqui e já agora. Taizé tem esse encanto de experiência de Reino de Deus. Porque vemos as diferenças e vemos que é possível. É possível ter paz e harmonia, mesmo quando o diferente prevalece. É possível discordarmos e vivermos juntos. É possível que mesmo que nem tudo corra bem, tudo acabe bem. É possível parar tudo para rezar. É possível amar.
O silêncio, tão, tão forte que nos toca na pele. É sensível ao toque. O silêncio que nos atordoa porque está cheio de Deus.
E chorei.. quando uma rapariga das Filipinas começa a cantar e silencia uma sala com cerca de 200 pessoas e praí 20 nacionalidades diferentes. É que ela cantava com a força do coração. Não me lembro da música, só do amor que imanava da voz dela. Lembro-me de olhar e de todos estarem paralizados. Honestamente, nem sei se cantava bem, mas cantava do coração. E os outros corações não podiam resistir-lhe.
"Maravilhas fez em mim..."
**

sexta-feira, novembro 20, 2009

não sei amar de outra forma

O meu caríssimo F. diz que não devemos usar a palavra óbvio porque o que é óbvio para nós não o é muitas vezes para os outros e não devemos partir do pressuposto que o é.

Hoje vinha no carro a pensar que, de facto, eu só sei amar de uma forma. E por muito que me esforce, não há outra. Para mim é óbvio que amar seja isto e assim, mesmo sabendo que não o é para todos, mesmo experimentando com dor, que não é muitas vezes assim para os outros.. Não sei bem porque amo assim. Não sei se me ensinaram ou se nasceu comigo, não sei se o escolhi em algum ponto. Talvez nesse ponto tenha decidido que amar só podia ser assim e a partir daí não tenha existido mais retorno possível.

Só sei amar com tudo o que sou. Com toda a força, alegria e dor. Só sei amar na forma exagerada, exponenciada, romântica, plena. Não consigo amar bocadinhos, gostar em bocadinhos ou partes.. ou amo tudo ou não amo. E quando amo, por isto mesmo, é a sério. Não é a brincar, não é uma "fase", não é inconsequentemente. Não me passa porque quero, porque sim ou até mesmo pela razão mais que válida de simplesmente não fazer sentido. Torno-me melodramática, vivo tudo com a intensidade máxima como se a minha vida quase dependesse daquele amor. Choro, sonho, morro. E nunca estou satisfeita, acredito ainda que aquele amor pode sempre ser mais. Às vezes cega-me, encolhe-me, estreita-me o caminho, desorienta-me por completo. Porque é muito e eu não sei amar se for pouco. Não sei amar senão for tudo.. não sei amar mais ou menos, não sei amar às vezes, não sei amar só quando estou presente. Só sei amar sempre.

Sofro imenso, sim. É muito cansativo amar assim... fico exausta, penso que não vou aguentar. Depois quando acalma porque o Amor cresce, sei que valeu a pena, mas aí surgem também outras formas de sofrimento.

É que o Amor que não se dá, rebenta dentro de nós. Eu às vezes tenho essa sensação: a de que vou explodir por falta de escoamento de Amor. Ele é tanto dentro de mim que precisava de sair mais frequentemente...

Mas não me arrependo de amar assim. Sei que quando amo, me meto toda nesse Amor. Sou verdadeiramente verdadeira no Amor. E só o que é verdadeiro vale a pena.

É irracional talvez. Mas é genuíno.

Vou ali amar e já volto.

quinta-feira, novembro 19, 2009

dos dias quietos em que as coisas até parecem que fazem sentido..

terça-feira, novembro 17, 2009

a aldeia mágica

Vou a Taizé.

Vou regressar. Será possível?

Até tenho medo de não lá chegar!

Mas estou a caminho! :) Ainda que a viagem só comece sábado.
Talvez me perca (encontre) em França e não precise mais de voltar.
*

terça-feira, novembro 10, 2009

“O que mais me preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem carácter, nem dos sem moral.

O que mais me preocupa é o silêncio dos bons".


Martin Luther King

segunda-feira, novembro 09, 2009

segunda-feira, novembro 02, 2009

morreste-nos.. nasceste para Deus!

Morreste-nos...
Confesso que tinha uma esperança secreta de te reencontrar ainda nesta vida.. confesso que ainda me inspiravas... que ainda te lembrava com carinho, apesar de já não tantas vezes.. é verdade, eu sei.. confesso que naquele dia em que me ligaste e disseste que estavas pior, não me preocupei. Sabia-te forte. Não tinha dinheiro no telemóvel. Não te voltei a ligar. Carreguei o telemóvel, mas esqueci-me de te ligar.. e tu, à traição, morreste-me..
Eras uma das minhas heroínas.. daquelas mulheres fortes como só as moçambicanas podem ser. daquelas mulheres que lutam contra tudo o que podem.. até contra as doenças... as doenças dos outros, que com as nossas podemos nós bem.. mas havia tantos que não aceitando a tua luta, tentavam silenciá-la... mas não se silenciam heróinas porque o seu silêncio é já um grito e uma vitória simultaneamente!
Não sei se tinhas o direito de nos morrer mas sei que às vezes tinhas a vontade... Mas depois cantavas como nesta fotografia... e parecia que nada de mal ia acontecer. Na verdade eu fui-me deixando acreditar, que como todas as heróinas serias invencível... fui-me deixando crer que havia ainda mais um abraço pra te dar... mais uma gargalhada pa rirmos... mais uma "cusquice" pra partilharmos... E agora que tenho a certeza que és eterna, lembro-me também que me falavas do céu como nunca ouvi ninguém a falar: falavas com um brilho nos olhos e ansiavas por ele com uma força e uma vontade insdiscritível... Sim, consigo imaginar-te "lá em cima" a dançar, a cantar, a dar os teus gritinhos e a seres ainda mais bonita do que já eras aqui.
Partiste para junto do que sempre desejaste. És santa. Esperaste por um domingo e na madrugada de segunda morres.. Tremo só de pensar que o pediste e planeaste assim mesmo. Aposto que rezaste o terço antes de ir e invocaste Santa Cecília.
Foste das pessoas mais marcantes da minha missão. Nem sei se Lichinga sem ti pode ser Lichinga... Eras a minha cunhada...
Mas a ti, mais do que a ninguém consigo imaginar a dizer-nos a dizer a seguinte oração:

"Se conhecesses o mistério imenso do Céu onde agora vivo,
este horizonte sem fim, esta luz que tudo reveste e penetra,
não chorarias, se me amas!
Estou já absorvido no encanto de Deus, na sua infindável beleza.
Permanece em mim o teu amor, uma enorme ternura
que nem tu consegues imaginar.
Vivo numa alegria puríssima.
Nas angústias do tempo, pensa nesta casa onde um dia
estaremos reunidos para além da morte, matando a sede
na fonte inesgotável da alegria e do amor infinito.
Não chores, se verdadeiramente me amas!"

(Santo Agostinho)

Olhas por nós? Se alguém o pode fazer és tu!
Assante sana!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

sexta-feira, outubro 30, 2009

contra tudo e contra todos!

Não consigo ouvir, nem sentir.. mas hei-de continuar a acreditar!
Sou teimosa, vou persisitir!
Não vou deixar que isto me mate!
Custa horrores mas vou conseguir!
Não vejo luz? Vou às cegas, mas vou!
Vou cair, vou-me levantar!
Nem que me arraste!
Nem que não queiras.. nem que invente as forças que não tenho!
Vou sobreviver, o não-sentido não existe!
Vou conseguir, vou conseguir.. VOU CONSEGUIRRRRRRRRRRRRRRR!!!!!!!!!!!!!!

sabem qual é que o meu problema?!

sou uma ETERNA insatisfeita, é o que é...


(tudo porque sempre fui mal habituada e com sorte em tudo)

quarta-feira, outubro 28, 2009

eles não sabem, nem sonham..

Ontem, três LD (um deles jesuíta) disseram-me que parecia que eu estava em PT há muito mais tempo que 10 meses..

Mal eles sabem que acabei de aterrar... estrondosa e atabalhoadamente.
Despistei-me por completo...

**

quinta-feira, outubro 22, 2009

Jesus, I feel within me
a great desire to please you
but, at the same time,
I feel totally incapable of doing this
without your special light and help,
which I can expect only from you.
Accomplish your will within me—even in spite of me.

St. Claude, La Colomiere, SJ

This reflection is from
A Healing Walk with St. Ignatius by Lyn Holley Doucet.

sexta-feira, outubro 16, 2009

Senhor Jesus, Tu és luz do mundo.

DISSIPA as trevas que me querem falar...

Senhor Jesus és luz na minh’ alma...

Saiba eu acolher o Teu Amor!

quarta-feira, outubro 14, 2009

era bom, não era...

i'll be back

não sei se vocês sabem mas quando tou muito tempo sem escrever é mau sinal...
ou não tenho tempo ou não consigo (e não conseguir é sempre muito mau sinal)... actualmente os dois acumulam..
but i'll be back.. e vocês não desanimem!
são poucos os que me lêem mas prezo-vos muito**

terça-feira, outubro 06, 2009

no mesmo sentido..

tudo condiz..

o menos bem psicológico, as mazelas físicas e o tempo.

parece que tudo conspira no mesmo sentido..

quinta-feira, outubro 01, 2009

help me here!!!

hoje ia tendo um acidente brutal de carro.. (senti mesmo que podia ter morrido e que foi a mão de Deus que me salvou)

hoje uma simpática e não velhota senhora perguntou-me se eu tinha filhos..

alguém me explica a minha vida, sff?! é que eu não ando a atingir muito bem.. tenho a sensação que me anda tudo a passar ao lado...